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Mulher é demitida após pedir por máscara para o empregador em lavanderia no Leste de Londres: conheça a história da paquistanesa Zuhr Rind

A história da imigrante paquistanesa Zuhr Rind, de 48 anos, foi contada hoje pela correspondente internacional Ceylan Yeginsu, no jornal The New York Times.

Zuhr trabalhava em uma lavanderia no Leste de Londres. Logo que a pandemia da Covid-19 eclodiu, o empregador pediu que ela ficasse com o último turno; assim, poderia lavar as roupas dos funcionários que trabalham no atendimento recebendo as roupas dos clientes para lavagem. Assustada com o novo coronavírus, Zuhr pediu por uma máscara, mas foi repreendida e, no dia seguinte, demitida.

Ela apresentou ao The New York Times a troca de mensagens com o empregador, que classificou o pedido de Zuhr por uma máscara como patético, pois “médicos e enfermeiros nem mesmo têm máscaras o suficiente e ainda assim estão indo trabalhar”.

A lavanderia não respondeu quando questionada pelo jornal a respeito do ocorrido.

Segundo a matéria, Zuhr recebeu oferta de emprego posteriormente em um hotel, mas foi obrigada a recusar por morar a 40 minutos de distância do local – o empregador não queria que seus funcionários usassem o transporte público. “Quando você tem pele marrom, quando você tem um sotaque e quando não tem muita instrução, você não tem escolhas”, comentou Zuhr. 

A história dela ilustra bem a realidade do que tem acontecido com as mulheres negras e de grupos étnicos minoritários desde sempre, mas de forma ainda mais dura durante a pandemia. Também segundo Ceylan Yeginsu, com a reabertura dos estabelecimentos, muitas mulheres em situação de baixa renda estão sobrecarregadas por dívidas e precisam trabalhar mais tempo por menos dinheiro.

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Foto: Annie Spratt / Unsplash